Acredito que nós não devemos deixar que alguém seja responsável pela nossa felicidade e bem estar. É muito fácil responsabilizar o outro sobre sentirmos frustrados. Muitas vezes não queremos admitir que somos nós os responsáveis pela nossa vida. Apesar de adultos, ainda queremos ter o colo de uma mãe e a proteção de um pai. Entretanto, crescemos, e tudo continua em um ciclo vital de evolução e luz.
Estava pensando agora a pouco sobre como chorei nesta vida por não ser aceita por determinado grupo ou pessoa. Será que este sentimento de inferioridade está relacionado somente com a auto estima? Acredito que é muito mais profundo do que imaginamos.
Por que tenho que chorar quando alguém me humilha? Será que não sou eu que me rebaixo diante das circunstâncias? Chego a conclusão que não existe humilhação, não existe injustiça, não existe infelicidade, no sentido exterior da palavra. O que existe é uma luta interior de descoberta da verdadeira essência do ser.
Por que gostamos de sentir inferiores? Será por causa da citação bíblica relatando que quando sou fraco aí é que sou forte? Queremos que os outros tenham pena de nós, isso não traz melhorias para nossa vida.
Não sou nenhuma estudiosa do assunto, mas observando as crianças inferi algo que considero o provável motivo de querermos ser tão aceitos a ponto de fazer coisas inimagináveis. Venho observando minha sobrinha, de onze meses, nestes últimos dias. Além da comida e dos cuidados higiênicos, percebo que ela necessita de atenção psicológica para crescer. Ela tenta chamar a minha atenção, da mãe e da avó com frequência. Sempre dá um sorriso, faz uma gracinha, principalmente quando demonstramos que estamos gostando da "performance" dela. Quando ninguém está prestando atenção, ela se rebela e chora.
Chamar a atenção é uma questão de sobrevivência. Precisamos dos nosso pais para sermos cuidados e preparados para a vida adulta. Entretanto, como fica esta questão quando finalmente chegamos a fase adulta, que subentende-se sermos responsáveis por nós mesmos? Quais são nossas verdadeiras necessidades? Casar? Ter filhos? Estruturar uma carreira profissional brilhante? Ser feliz? Ser aceito? Ser entendido? Por quem? Pelos nossos pais, mesmo não sendo mais uma criança? Pelas nossas esposas ou nossos maridos? Nossos filhos?
Essas perguntas nos fazem refletir sobre nós mesmos. Muitos conhecem casos de relacionamentos profissionais e pessoais fracassados por causa de tentar "segurar o vento", ou seja, não reconhecer o verdadeiro sentido da vida e perder tempo em atitudes retrógradas.
Devemos aceitar e entender quem realmente somos, esse é o caminho para a verdadeira essência de viver. Talvez aí seja o cerne da questão do trauma de infância, dos rancores, do ódio. No passado me falaram que eu era incapaz, mas descobri que não sou, isso é o que importa para a evolução do meu ser.
Não devo depender de ninguém para ser feliz. Devo ter fé em Deus e continuar a estrada rumo à luz. Por isso defendo a ideia de curtir a estrada independente da situação. Eu sei que muitas vezes a vida é difícil. Perdemos alguém que amamos, dificuldades financeiras, dificuldades emocionais. Porém, não é esse o segredo da vida? Não é lidar com todas essas situações? Assim como no futebol, devemos driblar todos os adversários e chutar para o gol. Não é fácil, é muita preparação, muito treino, muita sabedoria. A vida dá base para estruturarmos um ser humano completo. Cabe a nós entender esse chamado de Deus.

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